Adriana Brzezinski, Advogado

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Campinas (SP)

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Comentários

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Adriana Brzezinski, Advogado
Adriana Brzezinski
Comentário · há 8 anos
Concordo contigo Dra. Christina @christinam em gênero, número e grau...
Já estive nessa posição do soldadinho representado no The Wall e reitero que não quero mais isso para a minha vida.
Trabalhei muitas vezes sem conseguir parar para ir ao banheiro, quiçá ter duas horas de almoço.
O que eu consegui com toda essa dedicação? Uma hérnia de disco e três bicos de papagaios, isso aos 35 anos, por trabalhar muito tempo sentada e pela tensão.
Confesso que a minha maior indignação era ver que os grandes escritórios nos contratam como "autonomos" mas na relação do dia, temos obrigações de celetistas, ou seja, usam desse artificio apenas para não pagar impostos e lucrar ainda mais nas costas de quem se sujeita a essa situação.
Isso acaba desmotivando muitos profissionais a continuarem no Direito, o que eu acho uma pena...
Hoje quero construir uma nova fase da minha vida. Sabendo onde quero chegar e acima de tudo, valorizando a minha liberdade que essa profissão que eu escolhi pode me proporcionar.
Já que somos profissionais liberais, podemos muito bem experimentar essa liberdade e deixar de ser mais um na lista da rotatividade dos grandes escritórios que só pensam em $$$$$
Gostei muito dos seus comentários.
Cordialmente,
Adriana
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Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 8 anos
Doutora, vai dar tudo certo. Acredite. Que Deus te abençoe. Aliás, esse negócio de "grandes escritórios de advocacia", com todo respeito aos colegas "grandes", mas isso é uma praga. Aos poucos está matando pela raiz o liberalismo. Sabia que nas décadas anteriores à de 40 era comum que profissionais liberais já projetassem suas casas com um anexo que servia de escritório? Várias casas antigas ainda de pé no centro da minha cidade têm esse estilo. Pertenceram a importantes nomes do profissionalismo liberal, quase todos hoje são nomes de ruas, inclusive. Em peso, médicos e advogados. Uma delas, do avô de um amigo, cheguei a conhecer por dentro. A outra foi a que meu pai comprou, já quase velho, porque era o sonho dele ter um escritório em casa para escrever suas memórias. Como contador, ele lamentou a vida toda que a estrutura de um escritório de contabilidade não coubesse num único cômodo (naquele tempo os livros de contabilidade eram monstruosos e um escritório de contabilidade competia pau a pau com a papelada toda de um cartório! kkkkk Impossível "home office", mas meu pai achava bacana quem tinha essa liberdade). O mundo mudou muito no pós guerra e todas as frentes da sociedade sofreram sensíveis mudanças. Agora, entretanto, está na hora de resgatarmos as coisas boas que perdemos pelo caminho. A rotina de um profissional liberal autêntico não é a mesma de um empregado comum. Não se trata de trabalhar de 8 às 18 com 2h de intervalo. Se não tivermos uma estrutura que nos permita aproveitar cada tempo livre com a família, acabamos por nunca ver a família, já que não é raro termos que trabalhar noites adentro. E manhãs emendadas com as tardes. E um belo dia, ufa, agenda mais ou menos livre. E isso é o mais próximo que temos de uma folga semanal. É totalmente diferente e não devemos nos envergonhar disso, ao contrário, temos que nos orgulhar. Esse mecanismo social implantado de forma a moldar cada pessoa na ideia de achar que pra ser um trabalhador respeitável tem que fazer tudo exatamente igual à engrenagem do mercantilismo é ridículo. Aliás, no caso da advocacia é até antiético, mas parece que ninguém está enxergando isso... Eu pelo menos não faço questão nenhuma de ser um dos soldadinhos do video clip de The Wall do Pink Floyd. O estilo de vida de uma pessoa precisa se adequar ao que ela faz pra viver, senão a pessoa acaba por não ter estilo de vida é nenhum mesmo. Vira escrava do tempo dos outros. Sem tempo nenhum para si e para a família e isso é indigno de qualquer ser humano. Não temos férias de 30 dias, nem DSR e nem intervalo "interjornada". Não somos empregados da iniciativa mercantil. Aliás, nossa atuação nem deve se assemelhar em nada a um empreendimento mercantil. Eu ainda tenho escritório, mas esquematizei de tal forma que lá só vou para atender clientes com hora marcada. Eu ainda brinco com meus clientes que meu escritório é onde eu estiver e meu meu endereço profissional é apenas minha sala de reuniões e local de intimações... rsrsrs...
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